
sábado, 13 de fevereiro de 2010
ATIVISMO

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
DIREITO DOS ANIMAIS
Até que enfim uma iniciativa real em defesa dos animais foi feita por parte de um país. Visando acabar com a crueldade, a Suíça realizará em março um referendo que consultará sua população sobre a possibilidade de designar advogados especializados em defender o direito dos bichinhos pelo país.
Embora parte do governo e os criadores de animais sejam contra, a semente dessa ideia já se espalhou da Suíça para o mundo, e vem como uma medida atrasada mas necessária para garantir a dignidade e impedir a crueldade contra os seres inofensivos, já que na maioria das vezes, donos de animais domésticos ignoram que estejam fazendo mal aos seus próprios mascotes.
A existência de advogados especiais para a proteção dos animais se faz necessária porque a lei suíça prevê vários direitos que são constantemente ignorados, como por exemplo: animais sociáveis como canários e porquinhos da Índia não podem ser criados sozinhos, tanques de peixes não podem ter todas as faces transparentes, e pessoas que queiram ter um gato ou cachorro precisam fazer um curso para aprender a ter os cuidados mínimos com os animais.
Os proponentes de tal referendo estão de parabéns, basta agora o povo suíço ser solidário com os bichos! Quanto a nós, podemos divulgar a iniciativa da Suíça e com isso mostrar ao resto do mundo que é possível ajudar a fauna pelo voto e manifestação da vontade, torcendo para que em nosso país um dia essa possibilidade se concretize também.
Por Maricy Ferrazzo
Fonte: BBC Brasil
Imagem: blogs.reuters.com
CINEMA
Filme usa tecnologia para trazer mensagem de respeito à mãe natureza
Há quem evite assistir filmes de ficção-científica por não conseguir se identificar com o enredo, personagens, ambiente da história. Em contraposição, muitos são apreciadores do gênero exatamente por ele oferecer uma válvula de escape para além da realidade cotidiana. Para qualquer um dos dois tipos de público, Avatar é uma ótima produção.
O filme traz a boa e velha dicotomia cinematográfica do bem contra o mal? Sim. Como todo sci-fi se passa no futuro? Sim. A história se desenrola num ambiente de guerra? Sim. Porém, diferentemente de muitos do mesmo gênero, Avatar traz várias mensagens de valor.
Além de uma produção espetacular, cheia de criações originais e minuciosamente elaboradas, o filme de James Cameron nos transporta para um mundo onde podemos visualizar em menor tempo e mais nitidamente os problemas pelos quais o nosso próprio planeta vem passando ao longo de muitos anos, que é a deterioração de nosso meio-ambiente, sendo meio-ambiente não só a natureza, mas o nosso ethos, nossa mentalidade. O filme nos põe no ângulo de visão do antropólogo, nos dá, por meio da fantasia, a chance de enxergar nosso próprio poder de destruição, a banalidade da ambição desmedida, o horror da violência.
O filme revela um mundo onde a maior riqueza de seus seres é a mãe natureza, uma força onipresente e plena, com a qual a espécie nativa interage harmoniosamente, seguindo e respeitando o ciclo de vida. Uma sabedoria há muito esquecida e perdida no planeta Terra. No planeta dos seres longilíneos, de traços felinos e pele azulada, não há exploração da natureza, há convívio. Tanto que daí se forma a crítica existente na guinada do personagem principal para um genoma diferente do humano, demonstrando que muito além da espécie, os seres devem se agregar em nome de uma consciência comum.
Em tempos de insucesso nos acordos ambientais internacionais, Avatar é basicamente pedagógico. Em tempos de produções cinematográficas vazias, onde a estética aparece desamparada de conteúdo, Avatar é um resgate de esperança.
Por Maricy Ferrazzo
Imagem: io9.com